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MISSÕES “A Realização da Utopia do Cristianismo”

Um dos principais triunfos da humanidade ocorreu entre os anos 1609 e 1768, quando os Jesuítas e Guaranis criaram as Missões Jesuíticas Guaranis nas florestas da América do Sul. A república-modelo foi exaltada na Europa por Voltaire e Montesquieu, que a consideravam como a realização da utopia do Cristianismo – a Terra Sem Males.
A sociedade fraternal foi organizada segundo princípios humanísticos e reinava o verdadeiro espírito de coletividade. Tudo era comum e abundante. As leis eram seguidas e a organização social pautada por um inabalável sentimento de união e pelo compromisso de aperfeiçoamento dos ofícios e artes necessários à boa convivência.

 A experiência descrita pelos filósofos do Iluminismo despertou um interesse que jamais se extinguiu.

 

Um dos principais triunfos da humanidade ocorreu entre os anos 1609 e 1768, quando os Jesuítas e Guaranis criaram as Missões Jesuíticas Guaranis nas florestas da América do Sul. A república-modelo foi exaltada na Europa por Voltaire e Montesquieu, que a consideravam como a realização da utopia do Cristianismo – a Terra Sem Males.
A sociedade fraternal foi organizada segundo princípios humanísticos e reinava o verdadeiro espírito de coletividade. Tudo era comum e abundante. As leis eram seguidas e a organização social pautada por um inabalável sentimento de união e pelo compromisso de aperfeiçoamento dos ofícios e artes necessários à boa convivência.

 A experiência descrita pelos filósofos do Iluminismo despertou um interesse que jamais se extinguiu.

 

 
 Ao todo, esse modelo societário foi replicado em 30 Reduções (agrupamento de índios em determinado local para catequização), situadas atualmente nas fronteiras entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Em cada uma delas viviam até 7.000 índios, com a administração da vida religiosa e econômica sob a responsabilidade de dois padres, em sua maioria europeus.
As Reduções Jesuíticas experimentaram um intenso progresso e desenvolvimento, dentro de um processo de auto-sustentabilidade voltado ao consumo interno e exportação do excedente para outras regiões da América e Europa.
 
 O estágio econômico-social e religioso resultante do modelo jesuíta despertou a cobiça dos precursores de outras formas societárias, culminando na assinatura do Tratado de Madri entre Portugal e Espanha: a troca dos Sete Povos das Missões, terras então espanholas, pela Colônia de Sacramento, portuguesa. Com isso, obrigou a dissolução de reduções já existentes e a imediata transferência desses núcleos para o território espanhol.
Insatisfeitos com a geografia desintegradora das Missões, os Guaranis se organizaram e se armaram para a luta contra os exércitos de Portugal e Espanha. Iniciou-se a Guerra Guaranítica que, pela desigualdade de forças e armas, dizimou os indígenas. O golpe fatal veio com a expulsão dos Jesuítas em 1768, marcando o fim do projeto de sociedade ideal.
 
 A Rota das Missões é a oportunidade de conhecer os tesouros da arquitetura, da arqueologia e da antropologia desse capítulo singular da História do Mundo, visitando os patrimônios mundiais e as cidades que surgiram no lugar das reduções, com influência de imigrantes europeus.
Nas Missões, presente e passado se reconciliam. O mundo nativo está vivo na aldeia onde moram os índios herdeiros daquele tempo. Os santos missioneiros têm um santuário no Caaró, roteiro de peregrinações internacionais e de intensas experiências de fé. As noites são sempre iluminadas pelo espetáculo de Som e Luz que, das ruínas da igreja de São Miguel Arcanjo, colore o mundo e conta a todos a dor e o amor presentes na Saga Missioneira. Os campos são um convite a caminhadas e cavalgadas, por caminhos e trilhas que conduzem ao encontro da Terra Sem Males.